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sábado, 25 de maio de 2013

Associação angolana vence prémio na área da educação

A Associação Angolana para Educação de Adultos (AAEA) foi distinguida como a organização com melhor abordagem empreendedora na área educativa atual em Angola pela promotora do Prémio Panafricano Educando a África “Educating Africa”. Segundo informou à Angola Press, o assessor de imprensa da referida associação, Mário Domingos, a distinção é resultado de uma abordagem intitulada APLICA (Aplica Alfabetização Participativa Libertadora Instrumentada por Comunidades Actuantes), que despertou a atenção do júri. A fonte informou que a AAEA se destacou entre mais de 350 concorrentes de toda África pois esta associação angolana tem feito um trabalho gratuito excepcional em benefício da sociedade. Como reconhecimento, a associação recebeu um certificado e aguarda por um valor monetário em dólares equivalente a 100 mil kwanzas.
A expressão APLICA como lema de actuação do projecto educativo da AAEA é uma adaptação do REFLET, iniciado pela ONG britânica “Actionaid”, que tem como base os ensinamentos de Paulo Freire (educador brasileiro) e o Diagnóstico Rural Participativo DRP, adequado à realidade angolana.

Joana Simões

domingo, 19 de maio de 2013

Universidade Brasileira Unilab em destaque na revista Africa21


A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), aberta há dois anos, no estado do Ceará, nordeste do Brasil, é o tema escolhido na edição de maio da revista “África21”.
A formação de estudantes dos países africanos membros da Comunidade de Países de Línguas Portuguesa (CPLP), timorenses e brasileiros, sob a perceptiva de um conhecimento internacionalizado é o primordial da instituição.
Segundo a revista “África21”, actualmente, são cerca de 90 estabelecimentos de ensino superior no Brasil que recebem mais de dois mil estudantes africanos.
“É o caso das universidades de Brasília, da Bahia, Federal do Rio de Janeiro e a de São Paulo, que também apoiam projectos das universidades africanas, mas não comparável à Unilab”, destaca a revista mensal.
Salienta ainda, que durante os dois anos de existência, a Unilab estabeleceu acordos com instituições de ensino superior africanos, criou condições para prestar cursos de graduação  e avançou com um programa de pesquisa e de pós-graduação, cursos de extensão, entre outros.

Cláudia Rosado

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mais de três mil crianças vão beneficiar de merenda escolar


Três mil e duzentos e oitenta alunos no distrito urbano do Kilamba Kiaxi (Luanda) vão beneficiar, a partir do dia 27 deste mês, de merenda escolar, deu a conhecer hoje à Angop (Angola Press) o chefe da repartição local da Educação.
Marcelino Leitão informou à imprensa que os alunos beneficiários da merenda serão de quatro escolas pertencentes ao distrito, com destaque para os da escola de ensino especial, que alberga estudantes com deficiências motoras, e ainda alguns estabelecimentos escolares situados na periferia do distrito. O responsável sublinhou ainda que esta merenda será composta por sumos, iogurte, bolachas, sandes e fruta é totalmente bem-vinda numa época que o absentismo escolar em Angola se torna preocupante, ao realçar que é uma aposta do governo que se espera que possa vir a atingir mais escolas na circunscrição durante o próximo ano.
O chefe da repartição local da Educação encara a distribuição da merenda escolar como um ganho para as comunidades, já que diminui o absentismo, estimula a aprendizagem, dá alegria e ajuda a manter as crianças nos recintos escolares. Em declarações à Angop, o responsável deu ainda a conhecer que “no ano passado na escola da área de Ananguengue frequentavam a escola apenas 420 alunos, mas com a implementação do programa de merenda escolar, dias depois o número cresceu para 700 alunos”.
Para o professor José Mendes Mário, docente há vários anos numa das escolas públicas do Kilamba Kiaxi, a atribuição da merenda escolar é o cumprimento das responsabilidades assumidas em relação aos 11 compromissos com as crianças em criar condições condignas para que tenham acesso à educação. Lembrou também que anteriormente existiam alunos a estudar sem carteiras e casas de banho em péssimas condições, mas hoje já existem infra-estruturas devidamente apetrechadas com todos os meios para um ensino com qualidade, pelo que a merenda escolar grátis também deve fazer parte desta evolução na educação angolana.
O distrito do Kilamba Kiaxi mostrou-se como o melhor "alvo" para este projeto pois com quatro bairros, possui 48 estabelecimentos escolares públicos, incluindo dois institutos politécnicos, três escolas secundárias do segundo ciclo, cinco escolas secundárias do 1º ciclo, oito escolas primárias do 1º ciclo, três complexos escolares e 26 escolas primárias. Tem também 120 escolas comparticipadas e 64 colégios. O projeto já tinha sido implementado anteriormente em alguns distritos, projeto este que os responsáveis pretendem fazer continuar a crescer.


Dora Pereira

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Grafia Inesperada (Parte 2)


Todas as nacionalidades que dominem a nossa língua, influenciam a sua dinâmica. A sua evolução! Não se trata de uma degeneração da língua portuguesa. Trata-se de uma homenagem à mesma. Ribeiro e Castro, seria favorável a uma revisão do AO. Uma revisão que fosse mais flexível na consideração de um maior número de escritas duplas da mesma palavra. Como tal, a sua principal preocupação nessa revisão, não seria uniformizar a grafia, dado que esta não é total, são centenas as palavras que lhes consente grafias múltiplas, logo, seria um pouco mais aberto quanto à possibilidade de grafias múltiplas, de maneira a que toda a gente se sentisse confortável com o AO. Ribeiro e Castro, assume-se resistente ao AO: “Eu não escrevo de acordo com o acordo, eu escrevo em desacordo com o acordo. E escrevo como aprendi e aborrece-me estar num computador que me diz que estou a escrever errado quando eu estou a escrever certo”.
 Lamenta que se esteja a sacrificar uma geração que está a aprender um Português, obrigatoriamente, que pode não durar. Uma língua é um processo construtivo e difícil: escrevê-la e falá-la bem! Existem regras, mas estas têm exceções, formas irregulares... Este AO não veio facilitar essa aprendizagem. Se nós destruirmos por completo a raiz das palavras, duma forma geral, tornamos mais difícil a sua aprendizagem. Qualquer pessoa, para compreender o porquê destas mudanças, não pode apenas fixar que é assim, mas tem de perceber o porquê de ser assim: “ é muito difícil explicar a uma criança ou jovem, porque é que ‘egípcio’ se escreve com p, quando a palavra de que deriva, que é ‘egito’ se escreve sem p”. Este AO veio simplificar e unificar a escrita e a fala do português, mas, por outro lado, trouxe más explicações, relativamente ao seu surgimento. Irá haver sempre a tendência da resposta “é assim, porque sim”. Segundo Ribeiro e Castro, esta decisão aprovada de um novo AO, deixa muito a desejar. Fica o desejo e o apelo dos cidadãos para uma possível revisão deste AO: “Eu compreendo que a professores bons e muito experientes, com 20 ou 30 anos de ensino de português, é seguramente, para a maioria deles, muito difícil e para muitos deles uma violência ensinar o novo português de acordo com o AO. Não tenho dúvida nenhuma disso. E não tenho dúvida que para eles é ensinar a escrever português duma forma errada, e por isso, acho que se deve defender o acordo, que ataca-lo o é errado em termos de política da língua, mas deve-se lutar para uma revisão do acordo, que o torne mais compreensível, mais plástico e que proteja a nossa forma de escrever de acordo com a origem latina que é tão importante para nós”.

Cláudia Évora e Sofia Conde

terça-feira, 2 de abril de 2013

Brasil melhora na educação mas números continuam a ser insuficientes


Apesar dos grandes progressos nas últimas décadas o Brasil ainda tem pouco mais de 3 milhões de crianças na faixa etária que vai dos 4 aos 17 anos fora da escola.
“O problema do Brasil hoje está justamente na saída da Educação Básica – e não na entrada, onde o acesso está sendo garantido. Ações feitas nos primeiros anos do Ensino Fundamental, juntamente à inclusão do Ensino Médio no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e no Bolsa Família podem, a longo prazo, melhorar esse cenário”, afirma Klein. “No entanto, é preciso resolver o problema da falta de motivação – e, consequentemente, de baixa aprendizagem – no segundo ciclo do Fundamental. Os jovens saem com um preparo ruim para o Médio e muitos acabam nem entrando na etapa seguinte.” Diz Ruben Klein, consultor da Fundação Cesgranrio e membro da Comissão Técnica do Todos Pela Educação. Em agosto do ano passado, um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com a Campanha Nacional pelo Direito à Educação traçou os perfis das crianças e jovens que não estudam no país. Pessoas com deficiência, baixa renda, indígenas, repetentes, moradores na zona rural e envolvidos com trabalho infantil são os que mais abandonam os estudos.
Os 575 mil alunos fora da escola em São Paulo representam 6,6% do total da faixa etária. Em segundo lugar em números absolutos vem Minas Gerais, que precisa matricular 367 mil alunos, ou seja, 8,3% da população do Estado em idade escolar. Em termos percentuais, o destaque negativo fica por conta de quatro estados da região Norte: Acre (11,1%), Amapá, (11,3%) Amazonas (11,3%) e Rondônia (13,7%).
A educação infantil passará a ser obrigatória a partir de 2016 e será o desafio dos próximos gestores municipais.

Catarina Pena