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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Sonangol compra 15% de bloco petrolífero

A Sonangol, empresa angolana que pertence ao estado, vai comprar parte da participação (15%) que a Nazaki, sociedade do vice-presidente do país, Manuel Vicente, e de outros dirigentes, tem num bloco de exploração petrolífera.

A transação dará à Sonangol 35% do bloco, sendo que a maior quota pertence à Cobalt International Energy que tem 40%. A Nazaki conservará os seus 15% e os restantes 10 % pertencem à Alper Oil Ltda.

O vice-presidente de Angola foi, até ao ano passado, presidente da Sonangol. A sua participação na Nazaki foi confirmada pelo próprio Manuel Vicente numa entrevista ao Financial Times, em 2012.A compra de metade da participação da Nazaki deverá contribuir para que a Sonangol alcance a meta de produção de dois milhões de barris por dia até 2017, um crescimento de mais de 10%.
A operação no bloco é assegurada pela Cobalt International Energy, que em Março anunciou que os testes tinham sido “excepcionais” e que a produção devia arrancar em 2016.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo em África, em primeiro encontra-se a Nigéria.

João Ribeiro

terça-feira, 23 de abril de 2013

"A Crise na zona euro era previsível"


Nascido no Kwanza-Norte, José Cerqueira é um conceituado economista da atualidade.
Para este, Angola está a atravessar uma boa fase porque os preços do petróleo estão muito altos, fluxo de recursos excecional e isso, exige muita responsabilidade para que estes recursos sejam bem aproveitados”.
No entanto, considera que o país precisa de investimentos estrangeiros, para isso devem ser efetuadas reformas na economia.
Segundo Cerqueira, deste o nascimento de Angola, a 11 de Novembro de 1975, já ocorreram várias mudanças na economia do mesmo país. Entre elas encontram-se:  “ a transição de uma economia centralizada para a economia de mercado” bem como a conquista da paz.
O economista afirma que a crise na zona euro “era previsível desde a criação da moeda única”, ficando patente a sua oposição a esta moeda.
José Cerqueira formou-se em Macroeconomia, na universidade de Bourgogne, entre 1981 e 1985. Lecionou, a mesma área, durante 35 anos, na Universidade de Angola, entre 1977 e 2012. 

Pedro Emídio 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Petróleo, um negócio de milhões


Bacia de Santos, Brasil. A Petrobras, empresa que comercializa combustíveis, anunciou uma nova reserva desta matéria-prima na última quarta-feira. Se as investigações correrem bem, a reserva baptizada como Florim será mais uma fonte de rendimento, a juntar às restantes, para o povo brasileiro.
É sabido que as exportações de petróleo pelos países lusófonos constituem uma grande fatia dos lucros dessas regiões, que contribuem para o seu desenvolvimento. Assim como o Brasil, Angola também entra nesse mercado tão lucrativo que é o petróleo, exportando para diversos países, entre eles os Estados Unidos ou a China, fazendo que o país africano se torne um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, produção esta que tem vindo a crescer exponencialmente ao longo dos últimos anos, aliás, Angola, no último ano, 2012, aumentou a produção petrolífera para um milhão e setecentos mil barris por dia, estimando-se que, no próximo ano, atingirá mesmo os dois milhões por dia. O país africano torna-se assim um dos mais aclamados países para a exploração deste recurso, e é esta procura que contribui para o desenvolvimento angolano, levando a que a Sonangol, petrolífera angolana, distribua este bem para várias empresas, tais como a ENACOL (empresa petrolífera cabo-verdiana) ou a SOPOR (empresa portuguesa que comercializa combustíveis). A qualidade do petróleo angolano faz com que ele seja cobiçado por vários países, entre eles o Uruguai, que já mostrou interesse em adquirir parte deste recurso.
Para além das distribuições, a Sonangol conta também com vários investimentos, tais como a presença em cerca de 20% no BCP, ou a infrutífera parceria com a Caixa Geral de Depósitos, celebrada em Março de 2009, ainda sob o governo de José Sócrates. Estes investimentos por parte da petrolífera em Portugal manter-se-ão, de acordo com o discurso proferido por Francisco Lemos no âmbito das celebrações do 37º aniversário da petrolífera.
Depois de Florim, as descobertas continuaram, também na Bacia de Santos, numa área, porém, ainda sem nome. As investigações aqui feitas concluíram que o óleo é de boa qualidade e está pronto a ser comercializado. O Brasil descobre assim mais uma ‘mina de ouro’, muito capaz de trazer lucros para o país, que assim como Angola, também aumentou as suas produções de petróleo, por exemplo, a Petrobras, uma das principais petrolíferas brasileiras, atingiu a produção de dois milhões de barris por dia. De acordo com estes resultados, a empresa mantem-se expectante, esperando que este número aumente mais.

Rute Fidalgo