terça-feira, 28 de maio de 2013

Foco no País: Cabo Verde

Santo Antão – Dois jovens disputam a liderança da JPAI

Jairson Tavares e Américo Dias, são os dois jovens que lutam, a 2 de Junho, pela chefia da Juventude do Partido Africano de Cabo Verde (JPAI) em Poto Novo, Ilha de Santo Antão.
Américo Dias, é um professor de ensino secundário, que através do seu programa eleitoral promete uma “maior dinâmica no funcionamento” da JPAI em Porto Novo. Afirma que pretende tornar esta organização “numa escola política e de cidadania”.
Jairson Tavares, é funcionário da Câmara Municipal de Porto Novo, garante, também, através do seu documento de estratégia, “uma JPAI organizada, atrativa e com visão de futuro”.

O professor Tito Olívio da Luz, é o atual presidente da JPAI no Porto Novo, e assume este cargo há já três anos.

No entanto, segundo a recomendação da Comissão Política Regional do PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde), não é só a JPAI de Porto Novo que vai realizar eleições. As organizações de Paul e Ribeira Grande, executam também eleições para novos líderes.


Fonte: Expresso das Ilhas, 28 de Maio 2013 09:37

Cláudia Évora

Crianças subnutridas têm pior desempenho escolar


A organização Save the Children apresentou hoje um relatório sobre o impacto negativo que uma dieta deficiente pode ter na aprendizagem infantil. Esse relatório declara que um quarto das crianças do mundo têm um baixo desenvolvimento escolar por causa da malnutrição.

A organização divulga, também, o relatório Food for Thought, onde faz referência para os “danos irreversíveis” da malnutrição cronica em milhões de crianças pertencentes a países em desenvolvimento. Este problema, alem de causar morte, põe em causa a aprendizagem infantil, e como consequência a entrada para um emprego com mais qualificações e uma vida melhor.

O estudo realizado com mais de 7300 crianças oriundas de varias partes do mundo, como a Etiopia, Índia, Vietname e Peru, comprovou que as crianças mal alimentadas tinham mais dificuldades na escrita e na leitura. 19% das crianças subnutridas, com 8 anos, tinham uma tendência muito maior para se enganar ao lerem uma simples frase como: “o sol está quente”; 12,5% mostravam uma maior inclinação para se enganarem a escrever e 7% apontavam um pior desempenho na área do cálculo do que os colegas sem défices nutricionais.

Um grupo de escritores de livros infantis do Reino Unido associou-se à causa da Save the Children, e lançou uma campanha de sensibilização. “O impacto da malnutrição infantil pode ser devastador e não deve ser subestimado. Este é um flagelo que impede as crianças de desenvolver os seus corpos e os seus espíritos. É uma fome global de literacia”, considerou Julia Donaldson – umas das escritoras associadas.



Inês Sabino

Detido militar acusado de alugar armas e fardas para assaltos

A polícia de Moçambique deteve um militar das forças armadas de defesa de Moçambique (FADM) e um cúmplice, acusados de alugar armas e fardas a quadrilhas para assaltos.

A detenção ocorreu a semana passada mas apenas hoje foi divulgada.

Este é o segundo caso de detenção de militares envolvidos em esquemas de roubo na província de Manica, este ano.

"O agente da FADM estava afeto ao hospital militar e fornecia meios para atividades criminais a seus comparsas. Por vezes, exigiam coisas como se estivessem escalados e outras vezes envolviam-se em assaltos a residências. Recuperámos camisas, calças e botas", disse a porta-voz da policia de Manica.

Ana Rita Pessoa de Amorim

À conversa com...Francisco Louçã: "Portugal sofreu uma sangria, como nunca aconteceu na história da nossa Democracia" (Parte I)

Francisco Louçã, Economista, Politico e ex-líder do Bloco de esquerda, cargo que ocupou entre 2005 e 2012. Atualmente, continua, ativamente, na vida política, como o mesmo afirma: “… com muito gosto”. O LusOnda esteve à conversa com o político, que analisou a conjuntura económica portuguesa e as possíveis soluções para contornar a crise.

LusOnda: Lançou, recentemente, o livro “Isto é um assalto”. Na sua opinião os assaltados são sempre os mesmos? Porquê?
Francisco Louçã: Não são sempre os mesmos, mas têm sido, predominantemente, os trabalhadores. Agora, passaram a ser também os trabalhadores no ativo e os reformados. Os reformados é uma categoria nova de assaltados, nesta fase mais recente do reajustamento.

L: É possível combater essa situação? E como fazê-lo?
F.L.: É possível sim. Enfim, se houvesse um governo de esquerda com energia e mandato popular para anular o memorando da Troika, para recuperar o controlo sobre a economia portuguesa, nós teríamos uma viragem para uma politica redistributiva que permitisse investimento e criação de emprego, que permitisse alterar, profundamente, as condições politicas.
Repare, no verão passado, nós tivemos a noticia de que tinham sido repatriados, para Portugal, cerca de quatro mil milhões e euros, de pessoas individuais, que tinham escondido esse dinheiro para não pagarem impostos em offshores, tivemos aí uma pequena ponta do iceberg, mas o que não me podem dizer a mim é que é preciso cortar setecentos milhões nos pensionistas da função pública, da caixa geral de aposentações, porque não há dinheiro. Quando nós vemos pessoas que pouparam só em impostos, cerca de, 2 milhões de euros. O único caso que se soube quem era, era o Ricardo Salgado, como sabem é um homem que ganha um salário mínimo em cada dez em dez minutos, se atendermos à sua declaração de impostos, do ano passado. Portanto, que estas pessoas nos venham dizer que vivemos acima das nossas possibilidades, que é preciso aumentar os impostos, que é preciso cortar nas pensões e diminuir nos salários… eu não estou disposto a comprar esse argumento!

L: Acha que a situação atual seria diferente, se o governo pertencesse à esquerda e não à direita? 
F.L.: Não. Nós tivemos, anteriormente, o governo do José Sócrates, que começou este processo e que assinou o primeiro memorando. José Sócrates, todos os domingos, repete que o memorando inicial era muito bom e que estes são muito maus, mas a lógica é que cada memorando é pior do que o seguinte, porque continuam na mesma trajetória. Tivemos um governo do partido Socialista, que foi um governo que decidiu, coisas que ainda não estão a ser feitas e que são péssimas: privatização dos Correios, cortes no Serviço Nacional de Saúde. O que acho é que é preciso um governo de esquerda, que rompa com a Troika. Acho que a diferença, em Portugal que se faz, é saber se mantemos ou não Portugal como um protetorado ou se rompemos com a Troika. E isso é que faria um governo de esquerda com coerência, com compromisso popular. Acho que isso é que faz a diferença.

L.: Existe algum país Lusófono que pudesse servir de exemplo, para Portugal, no combate à crise?
F.L.: Não. Não.
L.: Pretende voltar à vida política? (Como representante do Bloco de Esquerda)
F.L.: (Risos) Repare, isso é como aquela pergunta: vai deixar de bater na sua mulher? Não se pode responder nem sim nem não, não é?
Eu estou na vida política, como um cidadão deve estar. Sou do Bloco de Esquerda, estou ao trabalho do Bloco de Esquerda. Não sou porta-voz, porque acho que há um prazo para isso, há um tempo para isso, acho que é preciso importar isso. Isso faz parte da educação Republicana, acho que melhora a capacidade do Bloco ter outras pessoas, outras aprendizagens, outras lutas. Dou tudo o que posso para a atividade do Bloco. Participarei nas suas campanhas e atividades com muito gosto. Cá estou.

L.: Se fizesse parte do atual governo, que medidas adotava para controlar a crise?

F.L.: Acho que o que um Governo sério tinha de fazer era terminar o memorando, dizer à Troika: acabou! Acabou, temos um mandato popular para acabar com a política que provoca desemprego. Portugal perdeu seiscentos mil postos de trabalho, em dois anos. Tem 130 mil emigrantes, quer dizer que, em três anos, a continuar a este ritmo, num futuro próximo, perdemos um décimo da força de trabalho, em três anos. É uma tragédia, como a que tivemos nos anos sessenta, quando o país era totalmente pobre, vivia uma ditadura e tinha a Guerra Colonial. Temos um nível de emigração igual ao que tivemos, no pico maior, nos anos sessenta. Portanto isto não pode continuar. E o que tem que mudar é recuperar o controlo financeiro, recuperar o controlo de investimento, recuperar a criação de emprego. Caso contrário… o país é um desastre.

*Continua no post seguinte

Aline Araújo; Pedro Emídio; Rute Fidalgo

À conversa com... Francisco Louçá: "Portugal sofreu uma sangria, como nunca aconteceu na história da nossa Democracia" (Parte II)

L.: Em relação ao aumento do défice de 4 para 4.5 acha que é necessário, para combater a austeridade ou ainda não é suficiente para mudar o destino da nossa economia?

F.L.:
 Acho que nada se define no nível do défice. O que importa é saber em que é que se gasta o dinheiro que se gasta. Porque gastar dinheiro não é uma qualidade, fazer défice não é uma qualidade, um défice maior ou menor não é uma qualidade. O que importa é o investimento, ora, o investimento está a cair. O investimento vai a cair neste governo, segundo as suas próprias projeções, 30%, em relação ao que era quando Passos Coelho tomou posse e por isso é que há o desemprego que há. O que importa saber é se se utilizou recursos com justiça. Por isso é que vem a justiça fiscal, que não há. Dei-vos o exemplo de que um grupo de, enfim, de … cavalheiros da nossa sociedade permitiu-se pagar 7.5% de IRS, quando devia ter pago quarenta e muitos, quando o seu dinheiro foi devolvido, ou seja, fizeram um crime fiscal que foi fugir para os offshores com dinheiro e foram recompensados por isso. Tiveram de pagar 7.5 de IRS, comparem com o dinheiro que se trabalharem pagam ou os vossos pais pagam… 7.5 % de IRS foi o que eles pagaram e com isso perdemos dois mil milhões de euros. E, portanto, perdemos dinheiro, isso é défice. Estes benefícios fiscais são défices.
Portanto, o verdadeiro problema da economia é a justiça fiscal, capacidade de investimento, capacidade de criação de emprego. Portanto, não permitirmos esta destruição que estamos a viver.

L.: Recentemente, houve uma “manifestação” dos reformados, com pensões milionárias, contra os cortes nas mesmas. O que é que pensa destas manifestações, numa altura em que existem reformados a viver com cerca de duzentos euros por mês?
F.L.: Eu não vi uma manifestação, vi uma conferência de imprensa, deve se estar a referir a isso. Ouça, acho que deviam ter vergonha. Porque são pessoas que, em geral, não têm uma pensão derivada do seu percurso contributivo, mas de um contrato especial que fizeram com o seu banco, ou seja, uma pessoa está dez anos num banco e tem uma pensão de quarenta mil euros, por mês. Como é o caso de Jardim Gonçalves que esteve, não sei se 15 anos, não sei se chegou a 15 anos à frente do BCP e tem, como sabe, uma pensão de cerca de 3 milhões de euros por ano, mais o acesso ao jato privado, seis guarda-costas e essas coisas assim. Ouça, isto… como é que se pode aceitar essa diferença? Isso é Portugal da desigualdade no seu melhor.

L.: Existem muitos portugueses, que dizem que os políticos quando saem do poder não são responsabilizados pelos maus atos que praticam, enquanto estão no poder. Porque é que esta situação acontece?
F.L.: A Situação dos Portugueses dizerem? ou a situação disso acontecer?
L.: A situação disso acontecer. 
F.L.: É que há muito populismo com o qual eu não me quero misturar. A ideia de que os políticos são todos iguais é uma ideia fascizante com a qual eu não me quero misturar, porque não são iguais. Eu votei contra a politica da Troika e houve quem aprovasse a politica da Troika, não há políticos iguais!
Agora, sobre a responsabilização eu acho que, na opinião pública, há uma mistura entre duas coisas completamente diferentes. Uma coisa é a responsabilização por atos de corrupção, por desbaratar dinheiros públicos… Eu lamento que o processo dos submarinos que é um processo de corrupção, tenha sido julgado como caso de corrupção com condenados, na Alemanha, que pagaram, não tenha sido julgado, em Portugal, com as pessoas que receberam, isso lamento e essa punição tem de ser feita, por justiça. Crimes de políticos, como crimes de empresários ou o que quer que seja… não faz a mínima diferença. Agora erros políticos são pagos politicamente, são pagos pelas eleições. Eu não estou de acordo com a ideia de que é preciso prender os nossos adversários políticos, porque estamos em desacordo com eles. Portanto, isso é populismo.
Eu sei que numa situação tão difícil como a portuguesa, vai ser comodo ser populista, não é?! A culpa é dos políticos. Desculpem, a culpa… o Passos Coelho foi eleito pelos eleitores, devia ser demitido. Mas a punição dele é ser demitido e não ser eleito na próxima vez. Punição, não é num sentido de dizer: é preciso prender o Passos Coelho porque ele assinou um memorando com a Troika que provocou desemprego e dificuldade na vida das pessoas.
Qualquer político deve ser preso, qualquer governante deve ser preso, depois de julgado, segundo as condições do direito. Agora confundir as duas coisas acho que é… perigoso.

L.: Acha que deveriam existir eleições antecipadas?
F.L.: Absolutamente! Acho que este governo devia ser demitido. Se houvesse um Presidente da República este governo era demitido.

L.: Como é que acha que estará o país daqui a 10 anos? Ainda estará em crise?
F.L.: É muito difícil fazer previsões em dez anos. Acho que Portugal tem pouco tempo para interromper este curso, acho que deve interromper muito brevemente. Agora, se continuasse o programa como o da Troika, daqui a dez anos a divida não está paga. As projeções do Fundo Monetário Internacional, basta vê-las, daqui a dez anos a divida é maior do que quando começou, segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional. Em 2021 temos mais divida, do que em 2011. Ou seja, se vermos bem o que eles prevêem do efeito da sua política, Portugal sofreu uma sangria, como nunca aconteceu na história da nossa democracia e a divida é maior.
Depende do que nós conseguirmos fazer. É preciso correr com este governo e por um governo de gente decente que tem um programa e resposta às condições populares. Se isso for possível temos uma inversão, se não for… Portugal será um país em que os jovens estarão a viver em Espanha ou na França ou na Alemanha ou no Brasil ou em Angola ou o que for. E toda a nossa poupança vai para pagar os juros da divida que estão sempre a aumentar.
O Governo faz uma festa, quando fez uma emissão de juros de divida a 5.6%, ou seja, em dez anos pagamos 56% de juro, numa economia que está sempre a diminuir. Portanto, emprestam-nos cem, pagamos 156, daqui a dez anos. Bem, que negócio é este? Se a economia está a diminuir, pagamos 56% de juro? Não tem nenhum sentido. O Governo faz uma festa por uma tragédia, que é pagarmos um juro que não podemos pagar, ninguém pode pagar um juro assim, quando o seu rendimento é mais pequeno.
L.: Acha que deveríamos voltar a investir na atividade agrícola, na pesca…?

F.L.: Acho que sim. Em toda a produção. Portugal precisa de produzir., substituir importações, fazer exportações, ter uma vida económica.
L.: O que acha que é preciso fazer para melhor o PIB de Portugal?
F.L.: Produzir. 
L.: Obrigado.
F.L.: Bom trabalho.  


Aline Araújo; Pedro Emídio; Rute Fidalgo 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Economia: Breaking News

Governo Brasileiro quer chegar a 3,6 milhões de vagas de empregos na área do Turismo

O governo brasileiro pretende aumentar a participação do turismo na economia brasileira, que atualmente representa 3,7% do PIB (Produto Interno Bruto).
Entre as propostas, está o aumento para 7,9 milhões do número de turistas estrangeiros no país e para 250 milhões do número de viagens domésticas feitas até ao ano de 2016. Com o aumento, o governo pretende chegar a 3,6 milhões de empregos no sector.
Em 2012, 5,8 milhões de turistas estrangeiros visitaram o Brasil. Em  2013, estima-se que o país receba 6,2 milhões de estrangeiros.

O endividamento dos brasileiros cresce no 1º trimestre

O endividamento dos brasileiros, face ao sistema financeiro nacional aumentou no final do primeiro trimestre de 2013. Segundo o Banco Central, as dívidas das famílias correspondiam, em março, a 43,99% da renda anual.
Em fevereiro, recorde anterior, o índice estava em 43,79%. No fim do primeiro trimestre de 2012, era de 42,37%.
Segundo o BC, parte desse aumento está ligada ao crédito habitacional nos últimos anos. Se forem excluídas as dívidas com a compra de imóveis, o endividamento fica em 30,48% da renda em março, menor que os 30,54% em fevereiro.


Aline Araújo

Direitos Humanos em debate na CPLP


O I Encontro de Instituições Nacionais de Direitos Humanos (INDH) terá lugar entre os dias 27 e 28 de Maio na sede da CPLP. O evento é organizado pela CPLP em conjunto com o provedor de justiça de Portugal.
A sessão de abertura terá como tema a “Promoção e Proteção dos Direitos Humanos nos Estados-membros da CPLP”, onde será apresentado o estudo “Compreender os direitos Humanos – Manual de Educação para os Direitos Humanos".
Morais Leitão, secretário de Estado dos Assuntos Europeus,estará a representar Paulo Portas, Ministro de Estado e dos Negócios  Estrangeiros, na última sessão deste encontro que visa o debate dos direitos Humanos.
 A participar no último dia, estarão os Provedores de Angola, Moçambique, Portugal, Timor-Leste, o Procurador dos Direitos do Cidadão do Brasil, um representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUD), os Presidentes das Comissões Nacionais para os Direitos Humanos de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, e o vice-Presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos de Portugal. 

Cláudia Matos

domingo, 26 de maio de 2013

José Eduardo dos Santos PERFIL

 Distinção e notabilidade. Um dos grandes amores do povo Angolano. É uma das peças fulcrais desse país. Alberga vários cargos em seu poder. Entre eles, o mais notável. Actual Presidente da República de Angola. Uma das caras inesquecíveis do MPLA. Tem, nas suas mãos, o país que o viu crescer e que sempre ambicionara cuidar.



 José Eduardo dos Santos, 70 anos, nasce em Sambizanga, Luanda. Actualmente, além de Presidente da República de Angola, desempenha cargos como Presidente do MPLA e Comandante-Chefe das Forças Armadas Angolanas. Nasce a 28 de Agosto de 1942, fruto do casamento entre Eduardo Avelino dos Santos e Jacinta José Paulino. Inicia a sua escolaridade na escola primária de Angola, dando continuidade até ao ensino secundário, já no Liceu Salvador Correia. É na década de 50 que dá início à sua actividade política. Começa por integrar grupos clandestinos constituídos em bairros suburbanos de Luanda e acaba por aliar-se ao MPLA, em 1958. Três anos depois, passa a coordenador na segurança do exílio a actividade da Juventude do MPLA. Foi um dos fundadores e Vice-Presidente durante alguns tempos. Em 1962, chega a integrar o Exército Popular de Libertação de Angola.
 Como membro da Coordenação do MPLA, a 1963 é convidado a representar o movimento, pela primeira vez, em Brazzville (Capital da República do Congo). Foi um dos factos mais importantes na sua vida pessoal e profissional. Mais tarde, é-lhe fornecida uma bolsa de estudo, que permitiria ingressar no ensino superior e adquirir uma licenciatura. É em 1969 que a conclui, em Engenharia de Petróleos. Nesse mesmo ano, José Eduardo apaixona-se por Tatiana Kukanova, com quem acaba por casar. Deste casamento nasce a sua primeira filha, Isabel. Mesmo com esta boa-nova, esta história acaba por resultar em divórcio. Entre 1970 e 1974, são-lhe entregues funções bastante gratificantes. É eleito membro do Comité Central e do Bureau Político do MPLA e ainda passa a exercer funções nos serviços de telecomunicações na 2ª região político-militar do mesmo movimento, em Cabinda, graças ao curso que adquiriu. Um novo ano, 1975. Várias mudanças se avistavam. Neste mesmo ano, casa-se novamente, com Maria Luísa Abrantes, que, mais uma vez, resultou em divórcio. Desta união ganha mais três filhos: José Eduardo, Welwitschia e José Filomeno. Entre 1977 a 1979, desempenha o cargo de Secretário do Comité Central do MPLA. Passados alguns anos, no início dos anos 90, casa-se pela terceira e vez, com Ana Paula Lemos, com quem tem 4 filhos: Josias, Eduardo, Joseana e Eduane. José consegue fazer de Angola um país com regime democrático, mesmo com todas as dificuldades em gerir a economia nacional e com o seguimento de um ambiente de guerra. Leccionados tantos anos de vida política, em 1996, recebe o Grande-Colar da Ordem Militar de Sant’lago da Espada.


 José Eduardo dos Santos é uma das peças fulcrais no "puzzle" chamado Angola. Em 2012, decorriam as eleições gerais, onde o MPLA obtém a sua vitória. José é, então, automaticamente eleito Presidente da República. Permanecerá neste cargo até 2017.Um homem que marcou um país e que se deixa marcar pelo mesmo. 


Sofia Conde

sábado, 25 de maio de 2013

Países lusófonos presentes na Assembleia Mundial da Saúde em Genebra


O Ministros da Saúde e delegações dos oito países de língua portuguesa participam na passada terça-feira, em Genebra, de uma reunião sobre parcerias na área.
O encontro teve lugar na sede da Organização Mundial de Saúde (OMS) durante a 66º sessão da Assembleia Mundial da Saúde sob o tema " Como garantir a saúde no contexto da implementação das metas e objectivos de desenvolvimento global".

Na Assembleia foi anunciado Angola para a vice-presidência da mesma, como representação de África, chefiada pelo ministro José Van-Dúnem.

Os temas em destaque foram o sucesso dos oito anos da Rede e-Português e a importância das bibliotecas online desenvolvidas pelos países lusófonos. Estas que tem como objectivo ajudar os profissionais e os estudantes a obter informações em português na área da saúde.

Em realce também teve a apresentação da mais recente iniciativa de Cabo Verde. Onde a ministra de saúde, Cristina Fontes Lima, deu a conhecer o projecto que permite a tele medicina e o ensino à distância, a fim a aproximar os Estados-membros e o mundo.

Cláudia Rosado

Associação angolana vence prémio na área da educação

A Associação Angolana para Educação de Adultos (AAEA) foi distinguida como a organização com melhor abordagem empreendedora na área educativa atual em Angola pela promotora do Prémio Panafricano Educando a África “Educating Africa”. Segundo informou à Angola Press, o assessor de imprensa da referida associação, Mário Domingos, a distinção é resultado de uma abordagem intitulada APLICA (Aplica Alfabetização Participativa Libertadora Instrumentada por Comunidades Actuantes), que despertou a atenção do júri. A fonte informou que a AAEA se destacou entre mais de 350 concorrentes de toda África pois esta associação angolana tem feito um trabalho gratuito excepcional em benefício da sociedade. Como reconhecimento, a associação recebeu um certificado e aguarda por um valor monetário em dólares equivalente a 100 mil kwanzas.
A expressão APLICA como lema de actuação do projecto educativo da AAEA é uma adaptação do REFLET, iniciado pela ONG britânica “Actionaid”, que tem como base os ensinamentos de Paulo Freire (educador brasileiro) e o Diagnóstico Rural Participativo DRP, adequado à realidade angolana.

Joana Simões

Ó mar salgado, quanto do teu sal são naufrágios de Portugal


O oceano atlântico carrega em si o peso de muitas vidas perdidas, de muito homens que lutaram pela pátria, enfrentando os perigos dessa água salgada que banha este país.
Desde cedo, que foi pelo mar que Portugal se destacou, usufruindo dele para conquistar outros países mostrando ao mundo, a força e grandeza deste povo. 
Segundo o livro, "Pesca de Naufrágios" de João Pedro Vaz,  "Portugal possui um dos maiores patrimónios náuticos e arqueológicos subaquáticos a nível mundial". 
Esta é a história de David, um pescador de Vila do Conde que sobreviveu a um naufrágio, quando o navio onde seguia com mais seis pescadores, se afundou ao largo da costa de Finisterra, França. 
David, natural de Caxinas, Vila do Conde, 47 anos, foi o único sobrevivente deste naufrágio, que levou consigo a vida a três Franceses e três portugueses.
A pesca é já uma velha tradição na família de David, à exceção dos seus dois filhos, que escolheram ter formação e trabalhar noutras áreas. Mas toda esta tradição, parece não pertencer apenas à família de David, mas também à população de Caxinas, que segundo a esposa, Ana Luísa  "o mar faz parte da vida das pessoas que vivem nesta terra, não há nada a fazer contra isso. Estas pessoas vivem para o mar e vivem do mar".
7 de Janeiro de 2008: Era apenas mais um dia de trabalho, em que David ia pescar ao largo de Finisterra na costa francesa, numa faina que duraria dois meses. Mas esse dia foi diferente; assim que a madruga escura caiu sobre o navio em que seguiam, algo correu mal e a embarcação francesa "Petit Jolie" começou a afundar. David viu-se obrigado a lutar contra a forte ondulação, a água gelada e a noite cerrada, que não permitia uma correta visualização do que se passava à sua volta. O navio afundou-se em poucos minutos e David continuava sem respostas, sem maneira de fugir daquela situação, sem saber como estariam os seus colegas e sem grandes esperanças de sair do mar com vida. 
David apenas conseguia pensar na sua família  nos colegas e numa maneira de sobreviver, mas parecia impossível  Até que ao fim de quatro horas à deriva, David ouviu, no meio do som das ondas do mar, o ruído de um helicóptero. Foi resgatado e encaminhado para um hospital de Brest, França mas saio pouco tempo depois. 
Assim que chegou a Portugal, ainda bastante transtornado e sem expressão facial, David, após abraçar a sua mãe, pai, amigos e filhos, apenas perguntava pela sua esposa, que havia desmaiado uns minutos antes, com a emoção do regresso do marido a casa são e salvo. Esta história teve um final feliz para este homem que pôde voltar a ver a sua família  mas muitos outros, em todo o mundo, têm sido deixados à mercê do mar, sem que nada se possa fazer.
Como comentário final, fica o testemunho de quem já enfrentou esse mar salgado e sobreviveu: 
"Se as águas do mar falassem, teriam muitas mágoas e dramas para contar - Tantas foram as lágrimas derramadas, tantas as aflições sofridas! Vivi essa experiência. Felizmente sobrevivi. Mas sei o quão doloroso é o sofrimento de um homem ver-se perdido sobre a imensidade do mar."


Rita Roque

Brazilian Day


O Passeio Marítimo de Algés, recebe este fim-de-semana o “Brazilian Day”. Um Festival com entrada gratuita, organizado pela rede Globo, que se realiza há três anos em Portugal. Esta é dica, económica desta semana. 

Este ano, vão passar pelo festival nomes como: Adriana Lua e Jota Quest (Sábado); Banda Calypso, Zeze di Camargo e Luciano (Domingo).

O Brazilian Day, visa integrar a comunidade Brasileira num grande acontecimento, que representa a sua cultura de diversas formas: música, dança, artesanato e gastronomia.

A apresentação do festival está a cargo da apresentadora, brasileira, Ana Maria Braga.




Transportes :
Carris:  750- Algés / Elétrico- 15
Vimeca: 1,2,6, 10,114

Pedro Emídio 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Memória: Joaquim Agostinho



Joaquim Agostinho foi um ciclista português. Com apenas 41 anos, morreu no dia 10 de Maio de 1984, depois de dez dias em coma em consequência de uma queda sofrida numa etapa da X Volta ao Algarve.

Agostinho nasceu em Torres Vedras, em 1943,  começou a praticar ciclismo, aos 25 anos de idade, no Sporting Clube de Portugal, evoluiu de tal forma que é referido como o melhor ciclista português de todos os tempos.

A sua carreira internacional começou em 1968 com os resultados de destaque na Volta a Espanha e na Volta a França.
A 30 de Abril de 1984, quando liderava a X Volta ao Algarve, na 5ª etapa. A 300m da meta, um cão atravessou-se no seu caminho, o que o fez cair, provocando-lhe uma fractura craniana.

Levantou-se, voltou a montar na bicicleta e terminou a etapa com a ajuda de dois colegas. As dores persistentes na cabeça levaram-no a ingressar no hospital de Loulé, onde o seu estado de saúde agravou-se drasticamente.

Foi evacuado de emergência, fazendo 300 km de ambulância para ser operado no hospital em Lisboa. Após 10 intervenções cirúrgicas faleceu.

Ana Rita Ferreira