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sexta-feira, 29 de março de 2013

Médica brasileira acusada de matar 300 doentes



Quando de directora de cuidados intensivos seria libertar camas para outros doentes Quando foi detida em Fevereiro, Virginia de Souza era suspeita pela morte de 7 pessoas no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. Mas o cenário é agora muito pior. A directora do serviço de cuidados intensivos da unidade de saúde pode ser responsável por 300 mortes. Esta morte premeditada tinha como objectivo libertar camas para outros doentes. Noticia que chega depois de ter deixado a prisão preventiva na semana passada. Virginia de Souza  nega as acusações e o advogado espera poder provar a inocência da médica em liberdade. “Se o juiz assegurou o direito de responder em liberdade, parece que ele não deverá mudar de posição”, reforçou o advogado.


O despacho de pronuncia indica que a médica atuaria em conjunto com outros três clínicos: 2 enfermeiras e 1 fisioterapeuta. As vitimas seriam doentes terminais ligados a ventiladores, a quem eram administradas elevadas doses de relaxantes musculares e reduzido o oxigénio para que morressem por asfixia.
Os investigadores estão agora a rever os processos de outros 1700 pacientes, que morreram no hospital nos últimos 7 anos na tentativa de apurar a real dimensão deste caso.



João Ribeiro

quinta-feira, 28 de março de 2013

Angola mantém elevadas taxas de mortalidade materna-infantil e de doenças infeciosas


Apesar da melhoria significativa e progressiva dos principais indicadores de saúde globais angolanos, o país apresenta ainda uma elevada taxa de mortalidade materna-infantil e infanto-juvenil e uma alta incidência de doenças infeciosas e parasitárias, com destaque para grandes endemias (como a tuberculose), doenças respiratórias e malnutrição em crianças menores de cinco anos.Segundo Carlos Alberto Masseca, o secretário de Estado da Saúde, em Angola regista-se uma persistência de surtos de cólera, raiva e sarampo, bem como um aumento exponencial de Doenças Crónicas Não Transmissíveis (DCNT), sinistralidade rodoviária e violência, sendo ainda responsáveis por mais de 50% dos óbitos na população as doenças transmissíveis. A malária continua a ser a primeira causa de mortalidade no país e é responsável por 28% da mortalidade infantil; também a tuberculose continua a propagar-se, cada vez com mais números de casos registados, casos esses na sua maioria associados ao VIH/Sida.As necessidades em saúde presentes no país estão principalmente relacionados com a cobertura sanitária ainda insuficiente e com a fraca manutenção da mesma, bem como com a insuficiência de recursos financeiros e inadequação do modelo de financiamento. Está a ser então desenvolvido um plano nacional de desenvolvimento sanitário e este cinge-se em melhorar a prestação de cuidados de saúde com qualidade, nas vertentes de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, reforçando a articulação entre a atenção primária e os cuidados hospitalares e ainda na operacionalização da prestação de cuidados de saúde a nível comunitário. Mesmo assim, de acordo com o Estado, controlar a propagação destas grandes endemias não pode ser responsabilidade única do Ministério da Saúde (MINSA). O setor da educação pode e deve exercer um papel catalizador e educacional na prevenção e despistagem destas doenças.

"A mortalidade materna continua também a ser um dado preocupante para a maior parte do continente africano", refere o Relatório Económico sobre África divulgado pela União Africana (UA) e pela Comissão Económica das Nações Unidas para África (CEA). Esta taxa tem vindo a reduzir mas atingiu ainda, no ano passado, 400 mulheres falecidas por cada 1000 nados-vivos. Em Angola, cerca de dois terços da mortalidade materna deve-se a causas diretas, ou seja, decorrentes da própria gravidez (como abortos espontâneos, hemorragias e infeções), enquanto as restantes mortes resultam de doenças como a malária.


Joana Simões