segunda-feira, 11 de março de 2013

Mia Couto, trinta anos de literatura


Passam trinta anos sobre a primeira publicação de Mia Couto. A Raiz de Orvalho, livro de poesia publicado em 1983, revela a estreita ligação que o escritor tem com África.

É um dos escritores mais conceituados em Moçambique e com mais obras traduzidas.

Desde a publicação de Raiz de Orvalho, muitas têm sido as obras publicadas, entre poesia, crónicas, contos e romances, muitos são os prémios que já recebeu. Entre estes prémios destacam-se o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos e o Prémio Literário Mário António atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Uma das suas obras, O Último Voo do Flamingo, foi levada para o cinema. A história decorre em Tizangara (Moçambique) após o final da Guerra Civil, uma investigação sobre explosões misteriosas na pequena vila são o ponto de partida desta história. De salientar que foi esta a obra premiada pela Fundação Calouste Gulbenkian (acima referido).

A sua escrita apela o lado mais “natural” das coisas, explorando a ligação humana à terra, à natureza. As suas obras têm levado a língua portuguesa além fronteiras, enaltecendo sempre a sua estreita ligação com as tradições e cultura africanas. Mia Couto rejeita a ideia que a lusofonia seja um sentido singular, considera que existem várias lusofonias.



 
 
Liliane Lobo

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