Desporto, música, ou apenas conversas de entreter o ouvinte, mas também programas de esclarecimento sobre direitos dos imigrantes africanos em Lisboa, cultura e política debatida em horário nobre são os principais focos de emissão da RDP África.
Os ritmos quentes são algo sempre presente na rádio africana. Desde as kizombas ao kuduro, da morna ao funáná, não pondo de lado alguns ritmos portugueses mais populares e não deixando de promover estilos afro-americanos e latino-americanos. A RDP África é hoje um dos principais focos de informação entre Portugal e a realidade africana, estabelecendo um elo entre a população portuguesa residente em África e a comunidade africana em terras lusas. A rádio é emitida em todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, em frequência moderada (FM), à exceção de Angola em que chega apenas através da Internet. Em Moçambique e na Guiné-Bissau é a rádio mais ouvida, com quatro milhões de ouvintes no primeiro país, numa emissão de 24 horas por dia em que os programas são variados, destacando-se "Música Sem Espinhas" de Nuno Sardinha, "A Hora das Cigarras" de José Eduardo Agualusa e "Metrópolis" de Rogério Silva Gomes. A rádio pretende manter-se próxima da sociedade e de toda a comunidade PALOP e marca a diferença com programas como "Inter-atividades" e "Estação dos novos"em que a voz dos ouvintes se faz ouvir através de telefonemas em direto, projeto este considerado a referência da RDP África.

Para Luís Lucena, jornalista santomense, o trajeto "tem valido a pena e a estação alcançou um grande grau de credibilidade ao longo destes anos, o que faz aumentar também a responsabilidade do nosso trabalho".

Joana Simões
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